A arborização urbana passou a ser estratégia essencial de saúde pública, enfrentamento das mudanças climáticas e melhoria da qualidade de vida nas cidades. Diante da crescente incidência de ondas de calor, enchentes, poluição atmosférica e doenças relacionadas ao ambiente urbano, especialistas de diversas áreas estarão reunidos no I Encontro Paulista de Silvicultura Urbana, nos dias 16 e 17 de junho de 2026, na sede da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP).
O evento reunirá engenheiros, arquitetos, gestores públicos, pesquisadores, estudantes, paisagistas, biólogos, geógrafos, pedagogos, profissionais ambientais e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento sustentável para discutir caminhos técnicos e estratégicos voltados à construção de cidades mais resilientes, humanas e ambientalmente equilibradas.
A programação inclui palestras, demonstrações práticas, estudos de caso e debates sobre temas atualmente considerados centrais no planejamento urbano contemporâneo, como floresta urbana, crédito de carbono, educação ambiental, manejo arbóreo, doenças em árvores urbanas, compostagem de resíduos verdes, agroflorestas urbanas e planejamento baseado em evidências.
Um dos diferenciais do encontro será a realização de aulas práticas em uma praça localizada a cerca de 50 metros da sede da AEAARP, onde ocorrerão demonstrações técnicas de manejo, poda, segurança, escalada em árvores, avaliação de risco e compostagem de resíduos da arborização urbana.
Segundo o engenheiro agrônomo José Walter Figueiredo Silva, realizador do evento e responsável pelo desenvolvimento e implantação do Programa Município VerdeAzul (PMVA) no Estado de São Paulo, o momento exige ações urgentes e estruturadas por parte dos municípios.
“A floresta urbana deixou de ser um tema secundário. Hoje ela é uma ferramenta estratégica para reduzir temperaturas, melhorar a qualidade do ar, minimizar enchentes, preservar a biodiversidade e até diminuir doenças relacionadas ao ambiente urbano. As cidades que não investirem imediatamente em arborização planejada terão enormes prejuízos sociais, ambientais e econômicos nos próximos anos.”
José Walter destaca ainda que a silvicultura urbana se consolidou como um dos temas mais debatidos no mundo quando se fala em sustentabilidade e adaptação climática.
“Estamos falando de saúde, conforto térmico, bem-estar, segurança hídrica e qualidade de vida. O reflorestamento urbano é uma necessidade urgente. Não existe mais planejamento urbano moderno sem integração entre natureza e cidade.”
Entre os destaques da programação estão debates sobre valoração ambiental das árvores urbanas, aproveitamento de espécies alimentícias nas cidades, integração entre arquitetura e natureza, educação ambiental e apresentação de ferramentas tecnológicas para inventário arbóreo e gestão participativa da arborização urbana.
O encontro também abordará os desafios legais e técnicos relacionados ao manejo de árvores urbanas, incluindo discussões sobre avaliação de risco, legislação ambiental e critérios científicos para poda e supressão arbórea.
Mais informações sobre programação e inscrições podem ser obtidas em www.cidadesquetransformam.com.br.